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Fig. 5 - Observar a estenose da aorta, a oclusão das artérias ilíacas à esquerda e a severa estenose da ilíaca comum direita |

Fig. 6 - Observar o stent de Palmaz vestindo o balão de 8mm ainda vazio (setas)
A seguir foram aplicadas oito atmosferas de pressão ao balão, conseguindo-se a adequada expansão do stent de 30 mm de comprimento x 4-9 mm de diâmetro na lesão estenótica de 95% com 3 cm de extensão da ilíaca comum direita (Fig.7). O controle angiográfico imediato demonstrou a boa correção da lesão (Fig.8).
O paciente evoluiu bem, e o pulso reapareceu no membro inferior direito com amplitude de 4+/6+.
Pressão sistólica em pediosa direita =110 mmHg
Pressão sistólica em tibial posterior direita= 110 mmHg
Pressão sistólica em pediosa esquerda= 50 mmHg
Pressão sistólica em tibial posterior esquerda = 50 mmHg, dando um índice de pressão perna/braço direita = 0,68
perna/braço esquerda = 0,35
A claudicação glútea e do membro inferior direito cederam imediatamente. Cedeu também a impotência coeundi; a claudicação no membro inferior esquerdo passou para 400 metros no plano após trinta dias de tratamento com antiagregante plaquetário, vasodilatadores e programa de deambulação diário. |
| Fig. 7 - Stentcoir, abertura adequada bem posicionado na ilíaca comum direita (setas) |
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Este resultado nos permitiu protelar a cirurgia de revascularização antes programada para o membro inferior esquerdo. Quatro meses após, a claudicação surgia no membro inferior esquerdo para distâncias de ± 500 metros. Os pulsos pedioso e tibial posterior à esquerda reapareceram com uma amplitude de 2+/6+. Os pulsos no membro inferior direito normalizaram (amplitude de 6+/6+).
Pressão sistólica em pediosa direita =170 mmHg
Pressão sistólica em tibial posterior direita =170 mmHg
Pressão sistólica em pediosa esquerda =100 mmHg
Pressão sistóiica em tibial posterior esquerda = 100 rnmHg, dando um índice de pressão perna/braço direita = 0,89
perna braço esquerda = 0,52.
DISCUSSÃO
O resultado do tratamento da doença arterial oclusiva por meio de aterectomia não tem sido satisfatório. De um modo geral, a perviedade produzida por estes procedimentos varia de 15% a 37% em dois anos (5,6,12,13). Por outro lado, a angioplastia realizada com cateter balão, isoladamente, encerra um percentual não desprezível de insucesso. A oclusão por fechamento brusco imediatamente após a angioplastia com balão e a oclusão a médio prazo do vaso tratado conferem um insucesso a estes procedimentos, que varia de 30% a 47% em cinco anos (7,8,9). Não obstante, da leitura de alguns trabalhos sobre o assunto, citados nas referências bibliográficas deste Caso Especial, é possível deduzir que os procedimentos de terapêutica endovascular por cateterismo considerados de boa confiabilidade são o tratamento com fibrinolíticos, a angioplastia com balão e a aplicação de endopróteses, adotados isoladamente ou em associação. |