Stent SBACVRJ

Endoprótese na correção do aneurisma e dissecção da aorta torácica.

Por este motivo foi que aplicamos o terceiro stent, nos referidos segmentos. O controle angiográfico demonstrou ótima perviedade através dos stents, ficando discreta estenose residual no óstio da ilíaca interna esquerda, local cruzado pelo stent. A ilíaca interna direita ficou amplamente pérvia (Fig. 3).

Fig. 3 - Aspecto arteriográfico do resultado imediato. Observar que a ilíaca interna esquerda continua pérvia.

  Ao término do procedimento, feito com anestesia local e leve sedação, o paciente estava hemodinamicamente estável e os pulsos dos membros inferiores reapareceram amplos de 6+/6+, exceto os pulsos pediosos que vieram a reaparecer, com amplitude também de 6+/6+, quatro horas após o término do procedimento. Nesta hora, o paciente referiu episódio de ereção peniana, fenômeno que não experimentava há vários meses. O índice de pressão perna/braço, que era de 0,35, passou para 1,0 à direita e 0,92 à esquerda, quatro horas após o procedimento.

Pressão sistólica em membro superior direito = 140mmHg
Pressão sistólica em pediosa direita = 130mmHg
Pressão sistólica em tibial posterior direita = 140mmHg
Pressão sistólica em pediosa esquerda = 130mmHg
Pressão sistólica em tibial posterior esquerda = 130mmHg.

O paciente recebeu alta 48 horas após o procedimento, deambulando normalmente, e 12 dias após encontrava-se assintomático, ressaltando a normalização na esfera sexual. Seis meses depois mantinha-se assintomático, os pulsos estavam amplos de 6+/6+, e o eco-Doppler evidenciava curvas trifásicas na projeção das ilíacas, que se encontravam com perviedade preservadas. A arteriografia desta época demonstrava as endopróteses pérvias e bem posicionadas (Fig. 4).

SEGUNDO CASO

Homem branco, 54 anos, casado, aposentado, natural de Santa Catarina, referindo claudicação intermitente na região glútea e nos membros inferiores há mais ou menos um ano.

Fig. 4 - Observar os stents abertos e com boa perviedade seis meses após (setas)

A princípio, a claudicação surgia para mais de 300 metros, mas, ultimamente, vinha surgindo para distâncias de 50 metros, acrescida do surgimento de impotência sexual.

O pulso femoral direito apresentava-se com acentuada diminuição, conseguindo-se sentir uma amplitude de, no máximo, 1+/6+. O pulso femoral esquerdo era impalpável. Eram impalpáveis, também, os demais pulsos nos membros inferiores.

Pressão sistólica em pediosa direita = 60mmHg
Pressão sistólica em tibial posterior direita = 60mmHg
Pressão sistólica em pediosa esquerda = 50mmHg
Pressão sistólica em tibial posterior esquerda = 50mmHg, dando um índice de pressão perna/braço direita = 0,35
perna/braço esquerda = 0,29

Conduta

Foram realizados os exames de rotina e uma aortoarteriografia, que revelou o seguinte: estenose de ± 30% nos 2/3 inferiores da aorta abdominal infra-renal; oclusão das artérias ilíacas comum, interna e externa esquerda e estenose de ± 95% na ilíaca comum direita, acometendo toda sua extensão. Permaneciam pérvias e de bom calibre as artérias ilíacas interna e externa direita (Fig. 5).

No intuito de evitar uma cirurgia de maior porte sobre a aorta abdominal, indicamos a angioplastia com endoprótese na estenose da ilíaca direita, para, posteriormente, realizarmos a revascularização do membro inferior esquerdo com um bypass fêmoro-femoral cruzado.

No dia 15 de outubro de 1993, o paciente foi submetido, pela técnica de Seldinger, à angioplastia da aorta abdominal com um balão de 12 mm, no qual foram aplicadas três atmosferas de pressão. O balão foi passado através de uma bainha 10F e sobre um fio guia 0.35 com ponta hiperflexível (Wholeyhi-torque modified J. guide wire -Mailinckrodt). A seguir, o stent foi colocado sobre um balão de 6 cm x 8 mm de diâmetro, onde foi fixado por pressão digital (Fig. 6). Esse conjunto foi, então, introduzido, ultrapassando a lesão, sem prévia dilatação e sem que a bainha do sistema introdutor tivesse ultrapassado a lesão.

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